Trata-se da quinta semana consecutiva em que a Strategy não reforça o Bitcoin, mantendo as participações inalteradas em 843.775 moedas. Entretanto, a empresa, através do programa ATM, vendeu ações ordinárias, angariando 544,5 milhões de dólares líquidos, elevando as reservas em dólares para um valor recorde de 3,75 mil milhões de dólares, o suficiente para cobrir cerca de 25 meses de despesas com dividendos das ações preferenciais.
Esta recompra transmite múltiplos sinais: sustento do preço — um impulso para a STRC abaixo do valor nominal; poupança de dividendos — ao recomprar com desconto, equivale a “cancelar com desconto” a obrigação de dividendos futuros; libertação de confiança — a administração entende que os seus títulos estão subavaliados. O CEO Phong Le afirmou explicitamente que a recompra abaixo de 100 dólares é uma “alocação de capital atrativa”.
O sinal de risco mais digno de atenção é o seguinte: a empresa indicou que os fundos para futuras recompras podem vir da venda de Bitcoin. Isto quebra a regra rígida de “só compra, não vende”; se de facto houver liquidação, poderá afetar o sentimento do mercado de Bitcoin.
No geral, a Strategy está a evoluir de uma lógica de “compra única” para uma gestão de capital mais madura — o que é, simultaneamente, um risco e também pode ser o caminho obrigatório para um desenvolvimento sustentável a longo prazo.











