Há uns tempos, ao voltar à aldeia, é que descobri.


‘Fazer coletivo’ durou décadas.
Todas as terras pertenciam ao coletivo, ninguém possuía campos, nem hortas.
E assim passaram fome durante décadas, até que a responsabilidade pela produção foi atribuída às famílias e então tiveram comida suficiente.
De qualquer forma, quando comecei a ter consciência já era a década de 90. Nessa altura, já havia comida suficiente para comer, mas muitas vezes não havia carne, só se podia comer pimentos salteados com verduras.
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