Recentemente, tenho visto muitos novatos perguntando como investir em criptomoedas, então decidi organizar minhas experiências. Honestamente, as criptomoedas existem há bastante tempo, desde dinheiro eletrônico até criptomoedas, e a regulamentação em vários países está lentamente acompanhando, tornando o mercado cada vez mais maduro.



Primeiro, vamos falar sobre o que exatamente são as criptomoedas. Simplificando, são moedas de circulação na internet que não dependem de bens físicos, baseadas em técnicas de criptografia. Atualmente, há mais de 20 mil tipos de criptomoedas em circulação, com mais de 300 milhões de usuários em todo o mundo, e um volume de transações diário que ultrapassa centenas de bilhões de dólares. Só as empresas que aceitam pagamentos em criptomoedas já somam 18 mil.

As criptomoedas se dividem principalmente em duas categorias. Uma é a centralizada, como PayPal ou moedas digitais emitidas pelos bancos centrais de vários países. A outra é a descentralizada, como Bitcoin, Ethereum, que são as que realmente interessam aos investidores. Quanto ao valor de mercado, podem ser divididas em grandes moedas, tokens de médio porte e tokens menores, com riscos e potencial de retorno diferentes.

Falando de opções de investimento, minha recomendação para iniciantes é focar em moedas de grande capitalização. Evitar altcoins que estão fora do top 100, pois são muito voláteis e podem causar perdas. Também não investir em projetos sem white paper, com equipes anônimas ou baseados em especulação de conceito, pois nove em cada dez são esquemas de golpe.

Se só puder escolher alguns, recomendo estes. Bitcoin (BTC) é a primeira escolha, atualmente por volta de $77.65 mil, com valor de mercado de $1.556 trilhões. Como padrão ouro das criptomoedas, tem o menor nível de conhecimento necessário, maior liquidez, reconhecimento por instituições, e sua segurança foi testada ao longo do tempo. Ethereum (ETH) também é uma boa opção, com preço de $2.13 mil e valor de mercado de $256,5 bilhões. A maioria dos projetos DeFi e NFT são construídos na Ethereum, sua ecologia é forte, e após atualizações, sua escalabilidade melhorou. Ripple (XRP) tem uma aplicação clara, focada em pagamentos transfronteiriços, atualmente a $1,36, com valor de mercado de $84,19 bilhões, mas é importante estar atento ao risco de litígio, sendo mais adequado para posições menores. Binance Coin (BNB) a $667,80, com valor de mercado de $90,01 bilhões, não é só um ativo de investimento, mas também pode ser usado na ecologia da exchange, com descontos nas taxas de transação, e há mecanismos de recompra e queima a longo prazo.

Stablecoins como USDT e USDC também merecem atenção, especialmente para iniciantes. USDT atualmente a $1,00, com valor de mercado de $189,63 bilhões; USDC também a $1,00, com valor de mercado de $76,43 bilhões. Essas moedas não têm volatilidade, sendo ideais para praticar operações de troca ou como proteção de emergência.

Sobre como comprar, há várias formas. A mais direta é através de grandes exchanges, que após verificação de identidade, permitem comprar com reais ou dólares. Também é possível usar exchanges descentralizadas, mas é preciso gerenciar riscos por conta própria. Se não quiser manter as moedas, pode considerar contratos por diferença (CFD), que permitem lucrar apenas com a previsão de alta ou baixa, plataformas como Mitrade têm limites de entrada baixos, a partir de 50 dólares, e suportam depósitos e saques em reais. Além disso, há ETFs de Bitcoin e Ethereum, comprados por meio de contas de corretoras, mais amigáveis para investidores tradicionais.

As vantagens das criptomoedas são evidentes. Sua emissão é codificada, impedindo emissão excessiva; cada transação requer consenso, garantindo segurança e transparência; podem circular livremente, com custos baixos; transferências internacionais são rápidas e baratas. Moedas digitais de bancos centrais podem até permitir que governos façam pagamentos diretos ao público, simplificando processos.

Por outro lado, é importante reconhecer suas desvantagens. As criptomoedas têm uma política deflacionária natural, pois seu volume total é fixo e não aumenta com o crescimento econômico. Sua volatilidade é extremamente alta, sem uma base de valor estável, qualquer movimento pode causar grandes oscilações. Além disso, a segurança das carteiras é uma preocupação: esquecer a senha pode significar a perda definitiva dos ativos, o que é um desastre para os usuários.

Em resumo, as criptomoedas estão mudando o cenário financeiro global. Países estão planejando suas próprias moedas digitais, e a aceitação do mercado está crescendo. No futuro, elas certamente atrairão mais usuários, e a tecnologia continuará inovando. Se você quer entrar, a melhor estratégia é focar em criptomoedas de grande capitalização, gerenciar riscos adequadamente e manter uma postura prudente.
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