Recentemente estive a ler sobre investimentos e percebi que muitas pessoas confundem os tipos de ações existentes. A verdade é que nem todas as ações são iguais, e entender as diferenças entre ações preferenciais e ordinárias é fundamental se queres investir com cabeça.



Basicamente, as empresas emitem dois tipos principais: as ordinárias e as preferenciais. Cada uma tem a sua própria onda e direitos distintos. As ações ordinárias são as mais comuns, dão-te direito a votar nas assembleias de acionistas e podes receber dividendos, embora variem dependendo do desempenho da empresa. Se a empresa falir, bem, és o último na fila para recuperar algo. As ações preferenciais, por outro lado, geralmente não te permitem votar, mas oferecem dividendos mais estáveis e prioritários. Em caso de falência, tens preferência sobre os acionistas ordinários para recuperar o teu investimento.

O interessante é que as ações preferenciais e ordinárias atraem investidores com perfis muito diferentes. As preferenciais são para pessoas que procuram rendimentos previsíveis e segurança, tipicamente em fases de reforma ou conservadores. As ordinárias são para quem quer crescer o seu capital a longo prazo e está disposto a suportar a volatilidade.

Dentro das ações preferenciais existem variantes. Estão as acumulativas, onde os dividendos não pagos se acumulam; as conversíveis, que podes trocar por ações ordinárias sob certas condições; e as resgatáveis, que a empresa pode recomprar. Todas têm características distintas dependendo da tua estratégia.

Os direitos que concedem são bastante diferentes. As ações ordinárias dão-te poder de decisão na empresa, mas os teus dividendos dependem do desempenho financeiro. Podes ganhar muito em tempos bons, mas também ficar sem nada se a empresa tiver problemas. As ações preferenciais e ordinárias também diferenciam-se na liquidez: as ordinárias são mais fáceis de vender nos mercados principais, enquanto que as preferenciais costumam ter restrições e menos movimento.

Uma vantagem clara das ações ordinárias é o seu potencial de valorização. Se a empresa cresce, o teu investimento cresce com ela. Mas o risco é real: a volatilidade dos preços pode ser brutal. Com as ações preferenciais ganhas estabilidade, mas renuncias ao crescimento explosivo. Os dividendos são fixos ou quase fixos, o que é previsível, mas limitado.

Para te contextualizar, olha para o índice S&P U.S. Preferred Stock Index versus o S&P 500 nos últimos anos. O índice de preferenciais caiu cerca de 18%, enquanto que o S&P 500 subiu quase 58% num período semelhante. Isto mostra bem as diferenças de comportamento entre estes dois tipos de investimentos.

Se queres começar a investir, primeiro procura um corretor regulado e confiável. Abres a conta, analisas bem a empresa que te interessa, e executas a tua ordem. Podes escolher ordens a mercado ou limitadas, dependendo da tua estratégia. Alguns corretores também oferecem CFDs sobre ações se preferires não as ter diretamente na tua carteira.

A minha recomendação: diversifica. Mistura ações preferenciais e ordinárias para equilibrar risco e retorno. Se estás em fases iniciais da tua vida financeira e podes suportar volatilidade, investe nas ordinárias. Se estás a pensar na reforma ou queres fluxo de rendimentos regular, as preferenciais são a tua opção. O importante é que percebas bem o que estás a comprar e porquê.
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