Três frases do Parlamento de Charles, todas ditas com um sorriso, todas que fizeram Trump não conseguir sorrir



No dia 28 de abril, Charles III esteve na câmara dos deputados do Congresso de Washington, a falar durante 30 minutos para uma sala cheia de deputados.
Alguns meios de comunicação contabilizaram que, durante o discurso, a audiência se levantou aplaudindo 13 vezes.
Os deputados democratas levantaram-se especialmente rápido, os republicanos também se levantaram, e os aplausos espalharam-se de um lado ao outro, sem parar.
E qual foi a reação de Trump?

Na recepção oficial à noite, na presença de Charles e Camilla, ele disse: “O discurso foi ótimo, fez até os democratas levantarem-se, nunca consegui fazer isso na minha vida.”
Um pouco de sarcasmo ali.

Isto é interessante, o que exatamente é que Charles disse que fez Trump tão claramente não querer responder?
Na verdade, são apenas três frases, cada uma a apontar para o pulmão de Trump.

Primeira frase, uma crítica ao poder executivo de Trump.

Charles mencionou a Magna Carta, dizendo que “o poder executivo deve ser equilibrado”, e os deputados presentes entenderam imediatamente.

Alguns meses atrás, Trump tinha estado no mesmo púlpito a fazer o discurso do Estado da União, e a sua lógica central era que o poder do presidente não devia ser limitado, dizendo que só tinha restrições “a minha própria moralidade”.

Agora, o rei do Reino Unido fala sobre o equilíbrio de poder no mesmo local, sem mencionar Trump uma única vez, mas todos sabem, de forma tácita, que essa mensagem é dirigida a ele.

Segunda frase, apoiando a Ucrânia.

Charles disse: “Hoje, defender a Ucrânia e o seu povo mais corajoso exige determinação firme.”

Traduzido, isto significa: Trump, não pense em ignorar a Ucrânia, as promessas da NATO não podem ser esquecidas.
Antes, Trump insinuava diariamente que cortaria a ajuda militar à Ucrânia, e agora, com o conflito na Irã reacendido, a questão ucraniana foi empurrada para um canto invisível.

Terceira frase, respondendo à brincadeira de Trump sobre “porta-aviões de brinquedo”.

Charles mencionou de forma leve: “Já servi na Marinha Real, tenho orgulho nisso.”
Embora não tenha mencionado nomes, a referência é clara.

Algumas semanas atrás, Trump zombou publicamente na rede social, dizendo que o porta-aviões britânico era um “brinquedo”, zombando da fragilidade da marinha britânica.

Agora, após essas três frases, será que fizeram efeito?
Vemos que, ao sair de uma conversa fechada com Charles, Trump respondeu às câmeras com uma frase: “Muito bem, Charles é uma boa pessoa.”

A melhor resposta e a pior resposta estão ambas nesta frase.
A boa é que Trump não virou as costas;
a má é que ele não anunciou nenhum resultado.

Na verdade, o que merece mais atenção não é a “repreensão” de Charles a Trump, mas o fato de que até a realeza britânica precisa intervir pessoalmente para enviar sinais.
Isto mostra que os problemas internos do Ocidente já chegaram a um ponto em que a etiqueta não consegue mais esconder a realidade.

Há 250 anos, a Grã-Bretanha e os EUA passaram de guerra para aliança;
agora, 250 anos depois, o rei do Reino Unido precisa estar no Congresso dos EUA para lembrar que os EUA não devem abandonar essa aliança.

Se até a própria Inglaterra começa a se preocupar que essa mesa possa virar, então a grande mudança pode estar mais próxima do que muitos imaginam.
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