A ameaça às grandes empresas de TI é 'exagerada', diz o chefe de IA da Cognizant, em meio à disrupção impulsionada pela Anthropic

Ameaça às grandes empresas de TI ‘exagerada’, diz o responsável máximo de IA da Cognizant, face à disrupção impulsionada pela Anthropic

Haripriya Suresh

Qui, 26 de Fevereiro de 2026 às 19:26 GMT+9 2 min de leitura

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Por Haripriya Suresh

MUMBAI, 26 de Fev. (Reuters) - Os receios de que novas ferramentas de inteligência artificial possam substituir grandes empresas de serviços de TI são “exagerados”, já que os clientes ainda precisam de ajuda para implementar e escalar a tecnologia, disse Babak Hodjat, diretor executivo de IA da Cognizant, à Reuters numa entrevista.

Ferramentas automatizadas de IA de startups como a Anthropic têm levantado preocupações sobre disrupção nos modelos de negócio de empresas de software e serviços a nível global, incluindo a indústria de serviços de TI da Índia, tradicionalmente mais dependente de trabalho.

As empresas ainda estão longe de conseguir depender de um único agente de IA para todos os fins, disse Hodjat, acrescentando que a maioria dos clientes continua a precisar de ajuda para desenhar, integrar e governar sistemas de IA.

“Esse mapeamento é o nosso trabalho, ⁠não sai apenas automaticamente da caixa”, disse Hodjat, cujo trabalho ajudou a impulsionar o assistente de voz Siri da Apple.

A Cognizant, cotada na Nasdaq, que ⁠tem mais de 70% da sua força de trabalho a operar a partir da Índia, previu receitas anuais acima das estimativas de Wall Street, impulsionadas por uma procura forte à medida que as empresas incorporam a IA nos ⁠seus fluxos de trabalho.

Os concorrentes Tata Consultancy Services e Wipro também têm mantido que a rápida adoção de IA irá impulsionar, ⁠em vez de reduzir, a procura pelos prestadores de serviços de software.

A confiança de Hodjat no papel das empresas de serviços surge apesar de já estarem em curso cortes de empregos relacionados com IA.

A empresa de software para gestão de transportes e logística WiseTech Global disse que vai despedir quase um terço da sua força de trabalho ao integrar IA no seu software para clientes e nas suas operações internas. A TCS anunciou 12.000 ⁠cortes de empregos no ano passado, mas desde então negou à imprensa local que os despedimentos fossem relacionados com IA.

A Cognizant, ⁠que gera cerca de 30% do seu ⁠código com IA e pretende chegar a 50%, não está preocupada com a automatização eliminar empregos de nível de entrada. O CEO Ravi Kumar S disse ⁠durante a chamada de resultados da empresa no início deste mês que contratou 25.000 recém-licenciados em 2025 e espera ultrapassar esse número em 2026.

Quase todos os ⁠clientes da Cognizant já tentaram trabalhar com agentes de IA, disse Hodjat, mas reconheceram que ⁠precisam de nós para o implementar nos ⁠seus sistemas para obter retornos.

(Reportagem de Haripriya ⁠Suresh, em Mumbai; Edição de Janane Venkatraman)

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