Recentemente, voltei a analisar o tema do lending de criptomoedas e percebi que é bastante complexo. Comparado com a taxa de juros de cerca de 0,1% dos bancos, uma taxa anual de 3% a 10% é certamente atraente, mas poucos parecem entender os riscos estruturais subjacentes.



O lending de criptomoedas, na prática, consiste em emprestar as moedas que possui para exchanges ou empresas de lending, recebendo juros em troca. Muitas vezes, é confundido com staking, mas esse é um ponto importante. O staking ocorre em blockchains PoS, onde o participante atua como validador e recebe recompensas de rede. Já o lending baseia-se em contratos de empréstimo, o que significa que a propriedade das moedas emprestadas é temporariamente transferida para a empresa. Ou seja, se a empresa falir, há risco de se tornar um credor comum.

Em dezembro de 2025, a Agência Financeira do Japão indicou que pretende regulamentar o lending sob a Lei de Serviços Financeiros, devido a essa estrutura de risco. No sistema atual, a gestão segregada de ativos não é obrigatória, o que expõe os usuários a riscos diretos. Casos de falência de grandes empresas de lending, como BlockFi ou Celsius, tornam essa preocupação bastante realista.

No mercado doméstico, as principais opções de lending em exchanges incluem GMO Coin, bitbank, Coincheck e SBI VC Trade. Essas plataformas estão registradas na Agência Financeira como operadoras de troca de ativos digitais, estando sob supervisão. As taxas de juros variam entre 1% e 5% ao ano, sendo relativamente baixas, mas mais seguras. Por outro lado, empresas especializadas como a BitLending oferecem taxas de 8% a 10% ao ano, porém, assumem o risco de não serem reguladas diretamente pela Agência Financeira.

As vantagens do lending incluem sua compatibilidade com estratégias de manutenção de longo prazo. Você pode manter Bitcoin ou Ethereum enquanto aumenta seu saldo por meio de juros, com potencial efeito de juros compostos. Além disso, é acessível para iniciantes, pois pode começar com valores pequenos.

Por outro lado, há desvantagens importantes. Durante o período de empréstimo, geralmente não é possível vender ou mover as moedas, o que limita a reação a mudanças bruscas de mercado. Cancelar o empréstimo antes do prazo pode gerar taxas ou zerar os juros. Além disso, como os juros são pagos em criptomoedas, uma queda significativa no preço durante o período de empréstimo pode resultar em perdas que os juros não cobrem.

No aspecto fiscal, os juros recebidos pelo lending são considerados, em princípio, como renda variável, sujeitas à tributação conjunta com o imposto de renda de salários. No entanto, há discussões sobre a possibilidade de migração para uma tributação separada de 20%, o que exige atenção às futuras mudanças na legislação.

Para começar a fazer lending, o primeiro passo é abrir uma conta em uma exchange doméstica, adquirir as moedas que deseja emprestar, escolher o período e os ativos, e solicitar o empréstimo. Após o vencimento, o valor principal e os juros são devolvidos. Usando a função de reempréstimo automático, é possível obter uma renda contínua.

Em resumo, o lending deve ser feito com recursos que não comprometam sua liquidez, após verificar cuidadosamente a credibilidade do operador. Com o fortalecimento da regulamentação pela Agência Financeira, os serviços de lending de exchanges registradas no país se tornarão cada vez mais importantes. Acompanhar informações relacionadas na Gate.io também pode ajudar a entender melhor os movimentos do mercado.
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
  • Recompensa
  • Comentar
  • Republicar
  • Partilhar
Comentar
Adicionar um comentário
Adicionar um comentário
Nenhum comentário
  • Fixar