US$ 128 bilhões — a bomba-relógio do crédito privado? O problema do crédito privado de Wall Street está se agravando



​Wall Street tem um novo problema, e ele está escondido à vista na opaca, em grande parte não regulamentada, esfera do shadow banking. Grandes bancos estão atualmente com cerca de US$ 128 bilhões em exposição a crédito privado, e as rachaduras começam a aparecer.
​Embora executivos insistam publicamente que o risco não é “sistêmico”, a matemática nos bastidores está desenhando um quadro muito mais preocupante. Veja o detalhamento de por que essa enorme bolha de crédito está ficando mais difícil de controlar e o que isso significa para o mercado mais amplo:

​A realidade por trás dos números
​O mercado de crédito privado, que muitas vezes financia desde empresas de Buy-Now-Pay-Later (BNPL) até grandes expansões de tecnologia e software, explodiu nos últimos anos. Mas a maré está virando.

​Fundos no vermelho
​De 53 grandes fundos de crédito acompanhados recentemente, um número surpreendente de 28 agora está ativamente perdendo dinheiro.
​Com as taxas de juros permanecendo elevadas, tomadores corporativos que dependiam de empréstimos privados fáceis e personalizados estão com dificuldades para refinanciar. As inadimplências no setor de crédito mais do que dobraram desde 2023.
​A cadeia de contágio: O perigo real não é apenas para as firmas de private equity que originam esses empréstimos. A transmissão vai de tomadores em dificuldade diretamente para os bancos de Wall Street — altamente regulamentados — que bancam os fundos e, eventualmente, para fundos de pensão e de seguros que investem junto deles.

​O eco do “grande demais para quebrar”
​Nós já vimos esse filme antes. A questão central do crédito privado é a opacidade. Diferente de empréstimos publicamente sindicados, esses acordos privados personalizados não têm transparência. À medida que os resgates começam a disparar e mais carteiras sofrem perdas, especialmente aquelas com forte exposição aos setores de software e tecnologia — o “colchão” que os bancos achavam que tinham pode evaporar mais rápido do que o esperado.

​Por que isso importa para o cripto?
​O cripto não existe no vácuo; ele depende de liquidez global. Se uma parte significativa dessa exposição de US$ 128 bilhões der errado, os bancos serão forçados a apertar ainda mais o crédito, drenando liquidez do sistema financeiro mais amplo.

​Sentimento de aversão ao risco: Uma grande crise de crédito historicamente dispara uma fuga para a segurança. Embora o Bitcoin tenha nascido da crise bancária de 2008 e frequentemente atue como proteção contra a desvalorização do fiat, crises graves de liquidez institucional geralmente levam a vendas agressivas de curto prazo em todos os ativos de risco, enquanto os fundos correm para levantar dinheiro.

​O veredito:
​Wall Street pode estar diminuindo a gravidade do risco sistêmico, mas quando mais da metade dos fundos de crédito monitorados está sangrando dinheiro, os alarmes precisam soar. Se você está navegando pelos mercados de cripto agora, fique de olho bem de perto nos mercados tradicionais de crédito; o que quebrar ali inevitavelmente vai enviar ondas de choque para cá.#StarshipAimsForThursdayLaunch
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DividendDiver
· 07-20 14:33
Ao olhar os dados de 28 fundos que estão dando prejuízo, de repente achei que a volatilidade do mercado cripto pelo menos é coisa clara, de cara — não como aquela montanha de contas podres da Wall Street, que fica escondendo tudo, esperando a explosão.
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EggshellVault
· 07-20 13:18
Afinal, toda vez que as finanças tradicionais dão um problema, tiram o Bitcoin como “refúgio”, mas em meio ao pânico de liquidez no curto prazo, qualquer ativo é primeiro vendido e derrubado.
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GannRuler
· 07-20 13:16
A transparência desse tipo de crédito privado é ainda pior do que a do DeFi: quando dá uma grande bomba, a regulação nem consegue entender direito nem calcular os prejuízos. A história sempre é surpreendentemente parecida, mas as pessoas nunca aprendem.
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FloorSweeper
· 07-20 13:14
Uma bomba-relógio de 12,8 bilhões? É só a velha jogada de Wall Street com uma nova fantasia, e no fim quem paga a conta ainda é o investidor de varejo.
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