Trump mira o sistema Pix do Brasil enquanto stablecoins atreladas ao dólar dominam a economia cripto do país




A interseção entre comércio global, finanças tradicionais e ativos digitais acaba de dar uma guinada dramática. Em um movimento sem precedentes, os Estados Unidos estão mirando o sistema de pagamentos doméstico do Brasil, o Pix, de enorme popularidade, enquanto, ironicamente, stablecoins lastreadas em dólar estão dominando silenciosamente a economia cripto do país.


A ameaça das tarifas: os EUA (sob a estratégia da Seção 301 retomada pela administração Trump) devem impor uma tarifa de 25% sobre a maioria dos produtos brasileiros a partir de 22 de julho. Este é o primeiro uso, por Washington, da Seção 301 — uma ferramenta tradicionalmente usada para roubo de propriedade intelectual ou subsídios — para atingir o sistema de pagamentos doméstico de uma nação estrangeira.

​ Pix vs. gigantes dos EUA: o sistema instantâneo estatal do Brasil, o Pix, foi um sucesso explosivo, processando cerca de 7 bilhões de transações (US$ 590 bilhões) apenas em junho, mais do que todos os cartões de crédito e débito juntos. O Representante de Comércio dos EUA argumenta que o Pix desfavorece injustamente grandes players americanos de pagamentos, como Visa e Mastercard, porque o Brasil exige que grandes instituições financeiras ofereçam transferências via Pix para indivíduos gratuitamente.

​ O fator BRICS: a investida de Washington é impulsionada, em parte, por preocupações crescentes com os esforços do Brasil e de outros países BRICS para reduzir a dependência de infraestrutura de pagamentos baseada no dólar para o comércio internacional.

​ A ironia das stablecoins: enquanto os EUA lutam para proteger a dominância do dólar contra o Pix, o dólar americano já está prosperando na economia digital do Brasil via blockchain. Stablecoins atreladas ao dólar agora respondem por cerca de 90% do volume de transações cripto no Brasil. O país processa entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões em cripto mensalmente, em grande parte usando stablecoins de dólar para pagamentos e liquidações em vez do Real brasileiro.

​ O Brasil empurra de volta: sentindo pressão dos dois lados, o banco central do Brasil não está apenas defendendo o Pix; eles também estão avançando contra stablecoins. Uma nova resolução, que entra em vigor em 1º de outubro, vai impedir empresas de pagamentos de liquidar pagamentos transfronteiriços regulados em stablecoins, citando-as como uma ameaça à soberania monetária e aos controles de prevenção à lavagem de dinheiro.

​ O quadro geral:
Essa situação estabelece um precedente enorme. Ela mostra que governos estão despertando para o poder de redes domésticas de pagamentos instantâneos (como Pix ou a UPI da Índia) e para o alcance discreto e sem fronteiras das stablecoins atreladas ao dólar. As vias tradicionais das finanças estão, oficialmente, em choque com redes soberanas e alternativas Web3. #USDTDepositEarningsDoublePlay
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BollingerDancer
· 07-19 20:21
Os EUA, ao mesmo tempo em que usam tarifas para pressionar o sistema Pix do Brasil, fazem com que sua própria stablecoin em dólares ocupe 90% do volume de transações cripto no Brasil — essa postura dupla está bem “redonda”.
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