Tether questiona rebaixamento da S&P, destacando seu sólido patrimônio líquido e fluxos de receita robustos

Última atualização 2026-03-27 07:58:48
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O CEO da Tether, Paolo Ardoino, respondeu à decisão da S&P Global de rebaixar a classificação de estabilidade da reserva em dólar do USDT para a categoria mais baixa, “Fraco”. Ardoino ressaltou que, no terceiro trimestre, a Tether registrou ativos totais de US$ 215 bilhões e passivos de US$ 184,5 bilhões. Além disso, foram reportados US$ 7 bilhões em patrimônio líquido adicional e US$ 23 bilhões em lucros acumulados. Ele também destacou que aproximadamente US$ 500 milhões em receita mensal gerada por títulos do Tesouro dos EUA não foram considerados na avaliação.

Tether responde à polêmica sobre avaliações

Após a S&P Global rebaixar a estabilidade do lastro em dólar do USDT para o nível mais baixo, gerando apreensão no mercado, o diretor-executivo da Tether, Paolo Ardoino, se manifestou diretamente. Ardoino destacou que o relatório da agência de classificação não refletiu integralmente os ativos e o lucro operacional da Tether.


(Fonte: paoloardoino)

A auditoria do terceiro trimestre da Tether aponta ativos totais de cerca de US$215 bilhões, com passivos ligados a moedas estáveis em torno de US$184,5 bilhões. Ardoino ressaltou um excedente de capital próprio de US$7 bilhões e até US$23 bilhões em lucros acumulados. Isso torna a estrutura de capital da Tether muito mais sólida do que o mercado costuma perceber. Ele também observou que a receita mensal proveniente de títulos do Tesouro dos EUA gera cerca de US$500 milhões de lucro base. Essa fonte principal de receita foi omitida no relatório da S&P.

Rebaixamento aumenta a incerteza no mercado

O rebaixamento da S&P classificou a manutenção do lastro em dólar do USDT como “fraca”, desencadeando uma nova onda de medo, incerteza e dúvida (FUD) no mercado de moedas estáveis. Como maior moeda estável do mundo, qualquer alteração na avaliação da Tether atrai atenção imediata e intensa do mercado.

Apesar disso, a Tether continua sendo uma moeda estável fundamental no ecossistema cripto. A controvérsia também intensificou o foco do setor na transparência dos ativos das moedas estáveis e nas fontes de receita.

Riscos e fortalezas caminham lado a lado

Alguns analistas apresentaram opiniões divergentes das de Ardoino. O fundador da BitMEX, Arthur Hayes, argumentou que, com a redução dos rendimentos devido aos cortes de juros do Federal Reserve, a Tether pode aumentar alocações em ouro e Bitcoin para compensar a queda na receita.

Hayes observou que, se ouro ou BTC sofrerem uma correção acentuada, isso pode pressionar fortemente o patrimônio líquido da Tether. Caso esses ativos caiam mais de 30%, o patrimônio líquido da Tether pode ser zerado.

Perspectivas analíticas divergentes

O ex-chefe de análise de ativos digitais do Citi, Joseph Ayoub, rebateu as afirmações de Hayes. Ele afirmou ter dedicado tempo significativo à pesquisa sobre a Tether e chegou a conclusões bem diferentes. Ayoub enfatizou:

  • A Tether possui mais ativos do que o mercado imagina
  • Seu modelo de negócios é altamente lucrativo
  • Com cerca de 150 funcionários, a empresa gera receita expressiva com juros
  • Suas reservas superam os passivos, ultrapassando inclusive padrões de bancos tradicionais

Ayoub afirma que o mercado subestima sistematicamente a resiliência financeira da Tether.

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Resumo

O rebaixamento da classificação gerou debate e evidenciou a crescente relevância das moedas estáveis nas finanças globais. Embora a avaliação da S&P tenha provocado preocupações no mercado, as respostas da equipe da Tether e de analistas do setor ressaltam a sólida adequação de capital e a robusta lucratividade do USDT. O mercado seguirá atento à transparência e à divulgação dos ativos da Tether. As evidências atuais mostram que ela permanece como elemento resiliente do sistema financeiro cripto.

Autor: Allen
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