A recuperação do emprego nos EUA em março esconde preocupações, o impacto do Médio Oriente pode acelerar o arrefecimento do mercado de trabalho

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Na noite de 3 de abril, o Bureau of Labor Statistics (BLS) dos EUA irá divulgar os dados de emprego de março. Após o emprego em fevereiro ter ficado significativamente abaixo do esperado, o mercado atualmente prevê que o criação de empregos não agrícolas de março apresente uma certa recuperação, com as novas admissões não agrícolas possivelmente em torno de 65 mil.

Porém, essa recuperação deve-se mais a um ajuste técnico. A fraqueza do emprego em fevereiro foi principalmente causada por dois fatores: primeiro, o frio anormalmente intenso afetou e restringiu os setores da construção, do retalho e dos serviços de lazer; segundo, a greve do Kaiser Medical Group da Califórnia levou a uma forte redução do emprego no setor de saúde (31 mil postos). À medida que o clima aquece em março e a greve termina, esses fatores de restrição deverão se inverter de forma evidente, resultando em uma reposição mecânica. Do ponto de vista estrutural, espera-se que os setores de educação e saúde, hotéis de lazer e construção sejam as principais fontes de recuperação do emprego neste mês, mas isso reflete mais uma correção de curto prazo do que uma expansão da demanda por novos empregos.

O ADP de “não agrícola pequeno”, divulgado em 1 de abril, confirmou essa lógica: em março, o setor privado dos EUA criou 62 mil postos de trabalho, muito acima das expectativas de 40 mil.

A taxa de desemprego, que é o foco principal deste relatório, deve permanecer em torno de 4,4%, mas considerando que a taxa de desemprego de fevereiro, antes de arredondar, já atingiu 4,441%, há risco de os dados deste mês, por arredondamento, subirem para 4,5%. Pequenas variações na taxa de participação da força de trabalho e a rotatividade da amostra na pesquisa familiar também podem se tornar fatores importantes para impulsionar a alta do desemprego.

No que diz respeito à velocidade de crescimento dos salários, prevê-se que a média horária aumente 0,3% em relação ao mês anterior em março, desacelerando em relação ao forte ritmo de 0,4% nos dois meses anteriores; em termos anuais, a taxa de crescimento pode recuar para cerca de 3,7%, indicando que a tendência de desaceleração da inflação salarial continua.

Ainda mais importante é o dado de vagas de emprego divulgado pelo BLS em 31 de março. As vagas JOLTS de fevereiro caíram para 6,882 milhões; embora esteja em linha com as expectativas do mercado, a relação entre vagas e desempregados (V/U) caiu para 0,91, muito abaixo do pico de 2,0 no início de 2022. A liquidez do mercado de trabalho continua a encolher rapidamente: a taxa de contratação no setor privado caiu 0,4 pontos percentuais, atingindo 3,1%, estabelecendo um novo mínimo cíclico nesta fase de expansão.

A aparente estabilidade oculta a queda na demanda por emprego; o impacto do conflito geopolítico apresenta um atraso temporal

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